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Uma das maiores especialistas em Nietzsche do mundo, Scarlett Marton,declarou sobre ele:
14:48 -54 "temos de nos ater e aos escritos de Nietzsche que antes de mais nada
e nos escritos nem gente vai se mostrar um Pensador misógino... "
38:35-41 "...mulheres não têm direito de se expressarem publicamente e menos ainda
sobre política e filosofia"
Assista o vídeo e veja a profundidade da pesquisadora e a refutação das teses de que Nietzsche não era misógino.
https://www.youtube.com/watch?v=cMUPCOha_cE
Alguns textos misóginos de Nietzsche:
394. Conseqüências habituais do casamento. — Toda associação que não eleva rebaixa, e vice-versa; por isso os homens habitualmente decaem um pouco, ao tomar esposa, enquanto as mulheres são elevadas um pouco. Homens demasiado intelectuais necessitam do casamento tanto quanto resistem a ele, como um amargo remédio.
421. Ocasião para a generosidade feminina. — Se por um momento puséssemos de lado as exigências dos costumes, bem poderíamos considerar se a natureza e a razão não destinam o homem a vários matrimônios sucessivos, talvez de forma que inicialmente, na idade de vinte e dois anos, ele se case com uma jovem mais velha, que lhe seja superior intelectual e moralmente e se torne sua guia em meio aos perigos dos vinte anos (ambição, ódio, autodesprezo, paixões de todo tipo). Mais tarde o amor dessa mulher se converteria em maternal, e ela não apenas suportaria como estimularia, da maneira mais salutar, que aos trinta o homem estabelecesse uma relação com uma moça bastante jovem, cuja educação ele tomaria nas próprias mãos. — Para o homem de vinte anos, o casamento é uma instituição necessária, para o de trinta, útil, mas não necessária: para a vida posterior ele é freqüentemente prejudicial e favorece a regressão intelectual do homem.
424. Do futuro do casamento. — Essas mulheres nobres e livres, que assumem como tarefa a educação e elevação do sexo feminino, não devem ignorar uma consideração: o casamento concebido em sua mais alta forma, enquanto amizade espiritual entre duas pessoas de sexo diferente, isto é, realizado como o futuro espera que seja, com o fim de gerar e educar uma nova geração — um tal casamento, que usa o elemento sensual apenas, digamos, como um meio raro e ocasional para um fim maior, provavelmente requer, devemos desconfiar, 134 um auxílio natural, o do concubinato. Pois, se por razões de saúde do homem a esposa deverá também se prestar sozinha à satisfação da necessidade sexual, então na escolha de uma esposa será determinante uma consideração errada, oposta aos fins indicados: a obtenção da prole será casual, e a educação bem-sucedida, bastante improvável. Uma boa esposa, que deve ser amiga, ajudante, genitora, mãe, cabeça de família, administradora, e talvez tenha de, separadamente do marido, cuidar até do seu próprio negócio ou ofício, não pode ser ao mesmo tempo concubina: em geral, significaria exigir demais dela. Assim poderia ocorrer, no futuro, o oposto do que se deu em Atenas na época de Péricles: os homens, que em suas esposas tinham pouco mais que concubinas, recorriam também às Aspásias,135 porque ansiavam pelos encantos de uma convivência liberadora da mente e do coração, que somente a graça e a docilidade espiritual das mulheres podem criar. Todas as instituições humanas, como o casamento, permitem apenas um grau moderado de idealização prática, de outro modo remédios grosseiros se fazem necessários Humano Demasiadamente Humano
238 Envolver-se no problema fundamental "homem-mulher", negando o abismo do antagonismo, a necessidade ,de uma tensão perenemente inimiga entre os dois sexos, sonhando direitos iguais, educação igual, aspirações iguais e mesmos deveres — é o indício certo de mente superficial e de um pensador que se mostrou superficial frente a esse escolho perigoso — superficial no instinto! — pode, circunstanciadamente, ser suspeita, antes de ter se revelado, traído — provavelmente em 163 todas as questões fundamentais da vida, mesmo na vida futura, será sempre curto e as profundezas não lhe serão acessíveis. Por outro lado, um homem profundo no espírito e também nos seus apetites, mesmo quando possua aquela profundidade da benevolência .que facilmente se troca pelo rigor e severidade, pensará a mulher sempre segundo os orientais! deverá concebêla como sua propriedade que terá direito de manter sob chaves, como algo predestinado a servir e que no servir atinge a própria perfeição — apoiando-se nisso à imensa racionalidade asiática, a superioridade dos instintos asiáticos, como já fizeram os gregos, os melhores discípulos e herdeiros da Ásia, os quais, como é sabido, desde os tempos de Homero aos de Péricles, fizeram caminhar pari passu com o progresso da cultura e acréscimo de vigor, o rigor para com a mulher, isto é, orientalizaram-se sempre mais. E isso foi necessário, lógico, humanamente desejável. Pense-se no assunto que vale a pena.
239 O sexo frágil nunca foi tratado com tantos cuidados pelo homem como em nossa época — isto é parte da inclinação e do gosto fundamentalmente democrático, como ainda a falta de respeito com a idade — que há de surpreendente em abusarmos de tais cuidados? Mas se exige mais, se aprende a exigir, acabaria por ver uma ofensa em cada tributo de estima, porque preferiria a concorrência, antes a luta pelos direitos, resumindo, a mulher está perdendo o seu pudor. Descobrimos de repente que vai perdendo também o gosto. Deixa de temer o homem, mas a mulher que ., não mais sabe temer" renuncia aos seus instintos mais genuinamente femininos. Que a mulher destemerosa avance, quando, é transcurado tudo aquilo que inspira temor no homem, digamolo mais claramente, quando por todos os modos se impede o homem de ser homem. torna-se então compreensível e compatível; o que é mais difícil de compreender é que até para 164 isso a mulher... degenera. E isto acontece hoje, não nos iludamos a respeito! Onde quer que o espírito industrial tenha obtido primazia sobre o espírito militar e aristocrático, a mulher tende a conquistar a independência econômica e legal de um operário, a mulher operário nos aguarda na soleira da sociedade que principia a formar-se. Enquanto essa se apossa de novos direitos tende a se tornar "senhora" e escreve sob a bandeira da "emancipação" das mulheres e consegue com precisão incrível precisamente o contrário: a mulher regride. Depois da revolução francesa a influência da mulher decresceu tanto quanto cresceram suas pretensões e a emancinação da mulher enquanto é querida pelas mulheres (e não sã por machos cretinos) revela-se como um sintoma curioso do progressivo debilitamento e obtusidade dos instintos essencialmente femininos. Há estupidez nesse movimento, uma estupidez quase masculina da qual toda mulher bem constituída e inteligente deveria envergonhar-se, envergonhar-se de perder o olfato que indica qual o terreno mais apropriado para conseguir a vitória, transcurar o exercício das armas que lhe são próprias, acanalhar-se diante do homem para chegar "até o livro", enquanto antes procurava a educação severa e a humildade astuta: tentar demolir a crença do, homem num ideal fundamentalmente diferente do seu, que se oculta na mulher, a sua fé no eterno; tentar dissuadir o homem de que a mulher é uma espécie de animal doméstico, mais delicado, estranhamente selvagem e por vezes agradável, o qual deseja proteção, acarinhamento, acumular tendenciosamente todos os títulos de escravidão, aos quais na ordem social vigente até aqui a mulher era submetida e o é ainda (como se a escravidão fosse contrária e não uma condição necessária de toda cultura mais elevada, de toda elevação na cultura), que significa tudo isso sendo uma ruína dos instintos femininos, uma desfeminilização? É bem verdade que existem muitos amigos e corruptores imbecis das mulheres entre os dautos asnos do 165 gênero masculino, que sugerem às mulheres que deixem sua feminilidade e imitem todas as tolices, que na Europa debilitaram o homem, a virilidade européia — que desejam fazer a mulher descer ao nível da cultura geral, à leitura dos jornais e à política! Em certos casos se deseja torná-la espírito livre, literata; como se uma mulher para um homem profundo e ateu não representasse algo repugnante ou ridículo; quase em toda parte são corrompidos os seus nervos com a música mais mórbida e mais perigosa que nenhuma outra (com a nossa música alemã mais recente) e se tornam cada dia mais histéricas e menos adequadas para sua primeira e última missão, que é a de colocar no mundo filhos sãos. Geralmente se deseja torná-la "incivil" ou adotando as suas palavras, tornar forte o sexo frágil através da cultura, como se a história não mostrasse que civilização e enfraquecimento — isto é, desagregação, enfraquecimento, e morbidez da força da vontade, sempre andaram de mãos juntas e que as ,mulheres mais poderosas e influentes do mundo (a última, mãe de Napoleão) deviam a sua potência e a sua influência sobre os homens precisamente à força da própria vontade — e não aos professores. Aquilo que na mulher inspira respeito e não raramente temor é a sua natureza, que é muito mais natural que a do homem, a sua mobilidade, a agilidade da verdadeira besta fera, a unha felina que esconde, sob a luva perfumada, seu egoísmo ingênuo, sua inépcia em ser educada, o seu ser intimamente selvagem, o inconcebível, a ilimitada mobilidade de suas paixões e virtudes... o que inspira piedade por esse felino perigoso que chamamos "mulher" é que ela é mais sujeita a ;sofrer, mais sensível, mais amorosa e condenada às desilusões mais que qualquer outro animal. Temor e piedade, eis os sentimentos que o homem experimenta até agora diante da mulher, sempre com um pé na tragédia, cuja desventura também entusiasma? 166 E agora tudo isso deve ser acabado? Estuda-se o rompimento do encanto das mulheres? E se está formando, pouco a pouco, o mais enfadonho dos seres? Oh! Europa! Europa! Conhecemos muito bem esse animal de cornos que preferisses a todos os outros e que ainda pode ser perigoso para ti! A velha fábula poderia ainda tomar-se "história" ainda uma vez a desmesurada imbecilidade poderia apossar-se de ti e transtornar-te! Com a diferença de que aquela imbecilidade não servirá de máscara a um Deus, mas apenas a uma "idéia" e a "uma idéia moderna"! Para além do bem e do mal
127 A ciência é repugnante ao pudor de todas as verdadeiras mulheres. Sentem a mesma sensação que se quisesse olhá-las por sob a pele, pior ainda, sob as vestes. Para além do bem e do mal
144 Quando uma mulher tem veleidades literárias, eis um índice de qualquer afecção da sensualidade. A esterilidade predispõe a uma certa virilidade do gosto, o homem é. falemos com franqueza. o animal in fecundo.
Sentenças e Setas 20. A mulher perfeita pratica a literatura como pratica um pecadilho: a título de experiência, de passagem, olhando em torno de si para ver se alguém a nota e a fim de que alguém a note...
INCURSÕES DE UM EXTEMPORÂNEO 27 "Este quadro está encantadoramente belo!"... A mulher literata, descontente, excitada, deserta no coração e nas vísceras, olhando todo o tempo de maneira perscrutadora e com uma curiosidade dolorosa o imperativo que, desde as profundezas de sua organização, sussurra "aut liberi aut libri"14: a mulher literata, suficientemente culta para compreender a voz da natureza, mesmo quando ela fala latim; e, por outro lado, suficientemente vaidosa e parva, para em segredo até mesmo falar francês consigo, "je me verrai, je me lirai, je m'extasierai et je direi: Possible que j’aie eu tant d’esprit?"15...
14 Ou filhos ou livros. (N.T.)
15 “Me verei, me lerei, me extasiarei e direi: é possível que eu tenha tido tanta inspiração?” Crepúsculo dos Ídolos
Atestado: o casamento moderno.
Do casamento moderno desapareceu evidentemente toda racionalidade: isto não constitui porém nenhuma objeção ao casamento, mas à modernidade. A racionalidade do casamento - ela residia na responsabilidade jurídica exclusiva do homem: com isto, ele tinha um peso e uma medida, enquanto agora ele claudica das duas pernas. A racionalidade do casamento - ela residia em sua indissolubilidade em princípio: com isto, ele recebia um acento, que sabia criar para si frente ao acaso de sentimento, paixão e instante uma escuta. Ela residia até mesmo na responsabilidade da família pela escolha dos noivos. Eliminou-se com a crescente indulgência em favor do casamento por amor exatamente a base fundamental do casamento, o que primeiramente fazia dele uma instituição. Nunca se funda uma instituição sobre uma idiossincrasia, não se funda, como disse, o casamento sobre o "amor": se funda sim o casamento sobre o impulso sexual, sobre o impulso de posse (mulher e criança enquanto propriedades), sobre o impulso de domínio, que organiza para si constantemente a menor conformação do domínio, a família que precisa de filhos e herdeiros, para fixar também fisiologicamente uma medida alcançada de poder, influência, riqueza, para preparar tarefas longas e o instinto de solidariedade entre séculos. O casamento enquanto instituição já encerra em si a afirmação da grande e mais duradoura forma de organização: se a sociedade mesma enquanto um todo não puder elogiar o casamento até as gerações mais longínquas e para além delas, então este não possui sentido algum. - O casamento moderno perdeu o seu sentido, - conseqüentemente se o suprime. Crepúsculo dos ídolos 39
Bertrand Russel critica a misoginia de Nietzsche:
Não se cansa jamais de investir contra as mulheres. Em seu livro pseudo profético, Assim Falava Zarathustra, diz que as mulheres não são, ainda, capazes de amizade; são ainda gatos, ou pássaros ou, quando muito vacas. «Os homens devem ser adestrados para a guerra e as mulheres para a recreação dos guerreiros. O resto é tolice." A recreação do guerreiro deve ser de uma forma peculiar, se é que elevemos confiar em seu enfático aforismo sobre o assunto: “Vais encontrar uma mulher? Não esqueças o chicote”?
Nem sempre é tão feroz, embora sempre seja igualmente desdenhoso. Em A Vontade de Poder, diz: “Agrada-nos a mulher por ser talvez a mais saborosa, delicada e etérea das criaturas humanas. Que prazer para nós encontrar criaturas que só tem na cabeça bailes, tolices e atavios! Elas têm sido sempre a delícia de toda alma varonil tensa e profunda”.
No entanto, mesmo estas graças só são encontradas nas mulheres que são mantidas na linha por homens varonis; logo que conseguem qualquer independência, tornam-se intoleráveis. “A mulher tem muito de que se envergonhar; na mulher, há muito pedantismo, superficialidade, suficiência, presunções ridículas, desregramentos, e indiscrição oculta … coisas que foram, até agora, refreadas e dominadas por medo do homem”. Assim o diz em Além do Bem e do Mal, onde acrescenta que devíamos considerar as mulheres como uma propriedade, como os orientais.Todo o seu juízo sobre as mulheres é apresentado como uma verdade axiomática; não são opiniões apoiadas em provas históricas ou em sua própria experiência, que, quanto ao que sereferia a mulheres, quase que se limitava à sua irmã. História da Filosofia Ocidental- Bertrand Russel

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